sábado, 31 de maio de 2008

Pais que trabalhamA Difícil Equação: Quantidade x Qualidade do Tempo

Vocês, pai e mãe que trabalham (e quantos ainda estudam !!!), como estão conseguindo equacionar qualidade x quantidade do tempo dedicado ao(s) seu(s) filho(s) ? Sabemos o quanto é difícil. Sempre persiste aquela duvidazinha..., que às vezes até se transforma em culpa.
Pois saibam que não são os únicos a terem esta preocupação. Arriscamos até a generalizar, dizendo que é certamente uma dificuldade que a maioria dos pais que trabalha enfrenta hoje em dia. É uma questão atual, pois nas gerações passadas ela não existia, já que o papel da mulher era cuidar da família, e o do homem, prover seu sustento.
Acontece que a nossa sociedade vem passando por mudanças naturais, mas de maneira muito acelerada. Se por um lado essas mudanças são libertadoras, por outro, desdobram-se em situações desgastantes . E entre essas situações está o fato de que atualmente existe uma demanda para o papel do homem e da mulher, não mais distinta e delimitada como antes, mas de igualdade, tanto para cuidar quanto para prover o sustento da família.
Vocês hão de concordar conosco de que esta não é uma questão, nem simples, nem mesmo fechada em si; afinal de contas, ela traz implícitas muitas facetas. E uma delas que nos chama a atenção e que tratamos neste artigo é justamente a mais maçante: a das rotinas domésticas. Mas e a qualidade x quantidade do tempo com as crianças, como fica?
Para responder a esta pergunta, vamos ilustrar com o comentário feito em uma de nossas palestras para pais. Estávamos falando sobre "o sim e o não na educação dos filhos", e uma mãe nos relatou a seguinte situação.
"Outro dia, quando chegamos eu e meu marido do trabalho e nosso filho da creche, ele queria que brincássemos com ele. Mas nós estávamos sem empregada e tínhamos "mil coisas" para fazer: colocar roupa na máquina, adiantar o jantar e preparar as coisas para o dia seguinte. Já era tarde e não podíamos perder tempo brincando. Rolou um estresse e tivemos que dizer para o nosso filho ir brincar sozinho. Conclusão: ficamos eu e meu marido culpados e nosso filho insatisfeito. Haveria outra saída?"
Muitos pais já viveram esta situação: cansados depois de um dia de trabalho, com saudades do filho e ele, por sua vez, cheio de novidades para contar e ansioso por atenção e carinho.
Vamos pensar... Talvez pudesse ter sido diferente. Partindo do pressuposto de que aquele casal dividisse tanto os cuidados com o filho como as rotinas domésticas, independentemente do que cada um estivesse fazendo, teria sido muito mais produtivo, agradável e de ganhos relacionais incontáveis, se eles tivessem acolhido seu filho, ao invés de excluí-lo dizendo que fosse brincar sozinho.
Uma maneira de acolher a criança, no simples exemplo de colocar a roupa na máquina, teria sido convidá-la com entusiasmo para participar do jogo do cotidiano da casa, de acordo com seu nível de maturidade, entendimento e força física. O simples fato de imbuí-la da responsabilidade de separar as roupas que iriam para a máquina por cor, características e tipos de tecido, enquanto conversassem sobre como foi o dia de cada um, abriria certamente um espaço de qualidade na atenção, criando um momento mágico de aproximação, cumplicidade e intimidade, fundamentais na relação pai/filho, mãe/filho.. E aqueles pais estariam instigando a curiosidade, o aprendizado psicomotor e intelectivo, a cooperação e tantas outras.
Para finalizar, pai/mãe, deixamos uma sugestão: sempre que a rotina familiar estiver interferindo de alguma maneira nas relações afetivas de sua família, busquem uma maneira criativa de mudá-la. Experimentem e observem os resultados.
Ana Silvia Teixeira e Vera RisiTerapeutas de Fam

Os limites, as leis e o papel dos pais em transmití-los aos filhos

Muitas vezes nos parece fácil falar de limites. Educadores e psicólogos enumeram uma série de regras e "porquês" do que se deve ou não fazer com uma criança para transmitir-lhe os tais "limites". Mas por que na prática isso se torna uma tarefa tão difícil? Por que os pais tantas vezes se vêem esgotados em repreender os filhos e, na maioria das vezes, não obtêm resultados?
A questão do limite no desenvolvimento de uma criança é muito mais complexa do que se imagina e são justamente os pais (ou aqueles que cuidam da criança) os grandes responsáveis pela sua adaptação crítica às regras sociais.
Bom, você deve estar se perguntando o porquê desta questão ser tão complexa, e também o porquê qualquer teoria acerca do comportamento infantil não ser capaz de "dar conta do recado na hora H", isto é, na hora de impor limites a uma criança.
A resposta para essa questão é que essa complexidade se funda na forma através da qual os limites são passados. Na verdade trata-se de um aprendizado puramente emocional e, portanto, falar de teoria neste momento não ajuda muito.
A maior dificuldade encontrada nesse aprendizado sustenta-se na afirmativa: os pais, ao tentarem impor limites para seus filhos, inevitavelmente estarão tendo que lidar com suas próprias questões e problemas relacionados a limites.
Entendendo-se a palavra limite como regras ou leis em geral podemos citar alguns exemplos. Um pai ou uma mãe que teve dificuldade em internalizar ou apreender os limites dados pelos seus próprios pais, terão inevitavelmente dificuldade em transmitir esse aprendizado aos filhos, pois estarão tentando passar um aprendizado que não se afirma na sua prática cotidiana. Um pai que tem como hábito cometer excesso de velocidade ao dirigir veículos, certamente não poderá convencer o seu filhinho de que ele não deve cometer excessos, pois ele mesmo não respeita esses limites.
A partir desse momento creio que "papais e mamães" já estejam começando a compreender porque impor limites para um filho é tão complicado. Na verdade, esta complicação surge porque o tempo todo estamos lidando com nossos próprios limites, atualizando-os e revivendo a maneira pela qual estes nos foram transmitidos pelos nossos pais.
Neste momento lembro-me daquela antiga frase, "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" . Isso porque a maioria dos pais busca dar limites aos filhos desta forma, repreendendo a criança de cometer excessos, porém praticando atos excessivos, como por exemplo, bater com violência.
Infelizmente, não posso ensinar aos pais o que fazer durante esse aprendizado dos filhos (até porque cada casal é diferente e cada filho também), todavia, constitui-se tarefa fundamental para os pais durante esse processo rever suas atitudes, crenças e valores; procurando transmitir aos filhos apenas aquilo que lhes seja legítimo.
É importante, ainda, dizer que os pais devem sempre representar figuras de autoridade diante dos filhos, porém isto não necessariamente significa que desempenhem apenas funções punitivas. A figura de autoridade deve ser firme porque esse papel primariamente desempenhado pelos pais e respeitado pela criança, será futuramente desempenhado pela sociedade e retratado pelas leis.
Dessa forma, a figura de autoridade dos pais, a maneira pela qual a criança vai lidar com ela e com os limites, constitui-se a base para a introjeção das regras sociais e a adaptação a elas na idade adulta.
Fernanda TravassosPsicoterapeuta

Gagueira: até onde é normal?

O bebê da mamãe que até pouco tempo falava apenas algumas palavras isoladas agora quer falar tudo e contar tudo o que aconteceu o dia todo quando se encontravam separados. Mas algo ocorre no meio de tudo isso: a criança dá umas gaguejadas de vez em quando.
Alguns pais se desesperam e acham que o filho está gago, outros nem percebem que esse “tropeço” na fala acontece. Qual atitude tomar diante dessa situação?
Nem tanto ao céu e nem tanto à terra. Não precisamos de radicalismo. Pais ansiosos ou os que não prestam atenção nas atitudes de seus filhos são prejudiciais para o desenvolvimento da fala e linguagem dos pequenos.
O que os pais precisam saber é sobre o desenvolvimento normal da fala e linguagem da criança. Mas fala e linguagem não são a mesma coisa? Não. Linguagem é como se fosse nosso pensamento, todo nosso conhecimento, o que está dentro da nossa cabeça. A fala expressa todo o esse conhecimento.
Aos dois anos e meio, mais ou menos, acontece um “boom”, crescimento, da linguagem da criança que não é muito bem acompanhado pelo desenvolvimento da fala e articulação da criança. Então, quando a criança quer contar o que aconteceu na escolinha durante o dia, seu pensamento já passou pela manhã e tarde e está no momento da saída, mas a fala ainda não conseguiu terminar nem a primeira brincadeira da manhã.
É nesse momento que ocorre o “tropeço”, mais conhecido como gagueira, mas é uma leve disfluência ou gagueira fisiológica. É normal. A criança está se adaptando com tantas palavras novas.
“Podemos comparar com o começo do andar. O bebê dá os primeiros passinhos e já quer sair correndo, como não tem coordenação motora suficiente para isso, cai. É a mesma coisa com a linguagem e fala: a criança não consegue falar tão rápido como o seu pensamento e aí dá uma gaguejada”, explica a fonoaudióloga Jamile Elias.
Como agir nesses casos - Os pais devem entender que isso é normal e deixar a gagueira acontecer sem pedir para a criança ter calma, que fale mais devagar ou parar e respirar. Ninguém precisa disso para falar, nem as crianças. Com essas “dicas” as crianças vão ficando mais tensas na hora de falar e a gagueira aparecerá ainda mais, podendo a gagueira se tornar permanente.
Os pais devem prestar atenção, sim, na gagueira quando houver alguma história de gagueira na família, tanto da mamãe quanto do papai.
Se houver esse histórico, e a criança começar a gaguejar, leve-a para uma avaliação fonoaudiológica, pois essa criança tem maiores chances de não ser só uma gagueira do desenvolvimento normal. Mas a dica é a mesma: deixe a gagueira acontecer, escute seu filho sem interromper ou completar a palavra que ele está com dificuldade para falar.
Agora, se passarem seis meses e essa gagueira não aparecer, consulte um fonoaudiólogo que avaliará com mais profundidade o caso do seu filho.
Dicas
Quanto mais tensão, mais gagueira aparece. Não chame seu filho de gago e ou o force a falar na frente de pessoas que ele não queira.
Não se mostre impaciente diante da gagueira do seu filho. Mesmo que você não fale nada, suas pernas balançando e inquietas demonstram.
E lembre-se que gagueira no começo do desenvolvimento da fala e linguagem é normal e não precisa da ansiedade dos pais.
Bruno Rodrigues

quinta-feira, 22 de maio de 2008

APROPRIAÇÃO ORTOGRÁFICA


Apropriar-se do sistema ortográfico significa compreender e dominar os aspectos que caracterizam a natureza alfabética da escrita, os diferentes tipos de erros, a frequência com que os mesmo ocorrem e a percentagem de crianças que os produzem são dados sugestivos de que determinadas propriedades do sistema ortográfico podem ser mais difícil e lenta a apropriação do que outras.
Temos observado que quanto mais freqüente um tipo de erro se revela e quanto maior o número de crianças que o produzem também maior deverá ser a dificuldade de compreensão das características ortográficas que levariam a sua não ocorrência.

Assim podemos traçar uma escala de apropriação evolutiva na tentativa de revelar o como as crianças podem estar compreendendo e organizando as propriedades do sistema ortográfico próximo do convencional.
1) As crianças compreendem as letras como escrevem os sons, esta descoberta que corresponde a hipótese alfabética, bem como implica na capacidade de realizar análise fonológica que permitam a busca de correspondências entre letras e sons.

2) O domínio da posição de cada letra no espaço gráfico, ou da ordem de cada letra, são aquisições ou conhecimentos adquiridos cedo, uma vez que, desde a primeira série, observamos uma ocorrência o “espelhamento” e um número pequeno de erros quanto a mudança de posição de letras dentro das palavras.

3) Existe também a necessidade das crianças diferenciarem as formas das letras que podem decorrem confusão em função de possíveis semelhanças entre as letras.

4) Escrever com exatidão, compreendendo os critérios que determinam pausas ou separações correspondem a uma apropriação mais lenta e difícil.

5) Correspondências quantitativas precisa entre fonemas que compõem as palavras e o número de letras que se faz necessário para representá-las, correspondem em apropriação em relação a escrita de sílabas que representam o padrão consoante vogal. Caso desta impossibilidade podem resultar em acréscimo de letras ou omissões.

6) Uma apropriação que revela como sendo das mais lentas e tardias diz respeito às diferenciações entre oralidade e escrita.

7) Uma das mais difíceis apropriações demanda maior tempo e maior esforço para ser compreendida está ligada às representações múltiplas. As crianças precisam aprender que além das correspondências regulares entre uma letra e um som, também é possível encontrar situações para uma letra correspondem vários sons e inversamente. Também se faz necessário saber quando se deve empregar uma letra ou outra dentre as alternativas possíveis da escrita correta. Portanto recorre-se a memória, pistas contextuais, a origem das palavras, à morfologia ou a outros meios para obter a escrita correta.

Estas seqüências reforçam a idéia de um processo de construção de conhecimento da escrita que as crianças elaboram hipótese determinantes dos modos de conceber e produzir a escrita, razão que elas conseguem ir dominando o sistema ortográfico a medida que vão modificando e obtendo as reais características da escrita.

Enfim, as regras da escrita devem ser mostrada de forma clara e sistemática para um caminho mais seguro que todos desejamos encontrar no sentido de facilitar a apropriação do sistema ortográfico pelas crianças. Algumas crianças podem apresentarem dificuldades mais acentuadas para progredirem no sentido de alcançarem um melhor compreensão do sistema ortográfico.

PAULO C. GOULART
CRFa. 1.107
Rua Tavares Macedo, 143
Icaraí – NITERÓI
Tel. 2711 0345 Fax 2612 1615


Obrigada Paulo seus artigos são ótimos e estão ajudando muita gente

abraços Regina Celia

ERROS ORTOGRÁFICOS


Temos a oportunidade de analisar a ocorrência de cada tipo de erro isoladamente ou, considera-lo em conjunto, ano após ano, e discutir os fatos que podem ter configurado e trajetória que seguiram, os resultados verificados as diferentes características lingüísticas que podem estar determinando a ocorrência dos erros de modo que a frequência torne significativa.
Esta análise pode nos indicar se tem áreas ou aspectos da linguagem de mais difícil compreensão do que outras.

As alterações da escrita resultam do “apoio na oralidade” que gradativamente as crianças vão compreendendo outra característica essencial do sistema de escrita que diz respeito ao fato de que em geral, não se escreve do modo como se fala.
Embora tenha uma correspondência estreita entre a pronuncia e a forma como as palavras são escritas.
Isto significa que a criança vai deixando de lado hipóteses fonéticas e vai substituindo por hipótese ortográfica.
A oralidade é organizada auditivamente, o que quer dizer que, quando a criança pensa sobre a linguagem, mais particularmente sobre as palavras, leva em consideração suas características acústicas e articulatórias, ela pensa em sons, não em letras.
Recentemente foi constatado 76% problemas ortográficos em representação arbitraria de vestibulandos.

Uma grande dificuldade da escrita está ligada a saber empregar todas as letras necessárias para representar as qualidades sonoras das palavras, muitas vezes não tem correspondência precisa entre o modo de falar e o de escrever.
Portanto podemos considerar estas etapas de “dificuldades” e considerarmos como etapas normais de aquisição da escrita.

Por outro lado eventualmente podemos encontrar estas dificuldades ainda presentes em crianças mais velhas, de séries mais avançadas, ou mesmo entre a primeira e quarta série com percentuais mais significativos quanto aos erros ortográficos indicando uma análise mais cuidadosa do conjunto de dificuldades que as crianças possam estar apresentando em relação ao aprendizado da escrita, assim necessita fazer exames especializados, como:
audiometria, timpanometria, exame oftalmológico, avaliação fonoaudiológica, psicodiagnóstico enfim o mais importante é esclarecer e sanar o impedimento da aprendizagem que a criança possa estar passando.

Paulo Goulart

TIPOS DE ERROS ORTOGRÁFICOS


Em analise e estudo realizados devemos considerar os tipos de alterações ortográficas que foram mais comumente encontradas na escrita das crianças em geral.

1) ERROS DE CORRESPONDÊNCIA MÚLTIPLAS:
A escrita apresenta características básicas com relação entre sons e letras, algumas são consideradas como biunívocas ou seja cada letra tem seu som. Porém tem outros tipos de grafar na qual evidenciamos letras com diferentes sons.
Como o caso do s ( ou melhor; s, ss, c, ç), e o caso do c (ou melhor; s tanto como k), por isso foi atribuído o nome de “correspondência múltiplas”.

2) ERROS COM APOIO NA ORALIDADE:
A escrita ou melhor a relação entre sons e letras, decorrente da fala, uma vez que encontramos escrita como são faladas.
Porém podemos ter pronuncia de forma que não correspondem a escrita, por exemplo podemos ter uma fala: “...minha mãe tá compranu leitchi prá nóis tomá...”.Mas para ser escrito deve se transcrever:
..”.Minha mãe está comprando leite para nós tomarmos”.
O padrão fonético não corresponde ao ortográfico. Outro exemplo: travesseiro – traveceiro, falou – falo.
Melhor ainda é observar a freqüência que a criança usa a linguagem oral, a pista pneumofonoarticulatória, na determinação de formular a escrita.

3) ERRO NAS OMISSÕES DE LETRAS:
A escrita de modo incompleto, em função da omissão de uma ou mais letras, foram consideradas dentro deste tipo de alteração ortográficas, por exemplo; bombeiro grafado como bombero ou seja, omissão da letra i.

Grafar uma palavra implica em usar toda sua estrutura ortográfica relacionada a lingüística e assim observaremos a incidências deste comportamento mais a frente.

4) ERRO DA JUNÇÃO OU SEPARAÇÃO NAS PALAVRAS.
Ao usarmos a linguagem oral ou melhor a fala e a voz que pode suceder sem um limite claro de separação entre elas.
Em geral não pronunciamos as palavras uma a uma, isoladamente, mas sim em seu ritmo. A escrita impõe critérios exatos de segmentação ou de separação de uma palavra das outras mediante padrões de oralidade podendo ocorrer problemas quanto à segmentação em palavras unidas entre si ou fracionadas em um menor número de sílabas, como por exemplo:
Às vezes – asvezes, naquele – na quele, se perder – siperder
As palavras ligadas indevidamente ou separadas de forma não convencional ocorrem com frequência significativa que podem ocorrem de acordo com entonação do falante.

5) ERROS DE CONFUSÃO ENTRE AS TERMINAÇÕES
AM E ÃO:
É uma tendência de substituição de letras finais am e ão que podem ser observada uma influência de padrões na pronúncia mediante a variável da tonicidade determinada pelo falante, como por exemplo: “falaram” ser pronunciada como “falarãu”, do mesmo modo que “cantarão” por “cantarãu”.
Na realidade a diferença não é fonética, mas, sim em relação à posição da sílaba tônica dentro da palavra, falaram é uma palavra paroxítona enquanto falarão é oxítona.

6) ERROS DE GENERALIZAÇÃO DE REGRAS:
Dentro deste tipo de alterações formas de grafar palavras que parecem do modo como as criança generalizam certos procedimentos de escrita, porém aplicam em certos procedimentos de escrita como a julgam apropriadas.
Por exemplo pode perceber que certas palavras sejam pronunciadas com o som de “i”, ou com o som de “u” e podem serem escritas com as letras “e” ou “l” - mininu.

7) ERROS DE SUBSTITUIÇÕES DOS FONEMAS SURDOS E SONOROS:
Nestas alterações de escrita apresentam em comum o fato de representarem fonemas que se diferenciam pelo traço de sonoridade. Os fonemas /p/, /t/, /k/, /f/, /s/, /ch/ são considerados surdos pelo fato de não apresentarem vibração das pregas vocais enquanto pronunciados. Inversamente os fonemas /b/, /d/, /g/, /v/, /z/, /j/ são considerados sonoros pela manifestação das vibrações das pregas vocais.
O grupo das alterações ortográficas diz respeito as palavras dos fonemas homorgânicos, como por exemplo: “gato” por “cato”.

8) ERROS POR ACRÉSCIMO:
Contrapondo ao caso das omissões, surgiram palavras que apresentavam mais letras do que convencionalmente deveriam, consideradas como alterações decorrentes de aumento ou acréscimo de letras, porém sem indicar letras aleatórias a serem inseridas nas palavras.
Existe uma tendência de duplicar uma das letras que como no caso do /r/ pela complexidade da sílaba pode dificultar a grafia adequada das palavras, devido a letra /r/ ter muita mobilidade.

Este fator pode dificultar a escrita e gerar dúvida quanto a grafia da palavra.
Como exemplo: pobre - probre, camarão - camarrão.
O mesmo processo pode ocorrer para outras letras como: /lh/, /nh/, /s/.

9) ERROS POR CONFUSÃO ENTRE LETRAS PARECIDAS:
Grafar uma letra por outra em razão de as mesmas serem parecidas em termos visuais, pela sua semelhança não se configurou como uma dificuldade significativa dentre as crianças de primeira a quarta série.
Como no caso das letras: /m/, /n/, /nh/, /ch/, /lh/ e /cl.
Como exemplo: pinha - pimha, camelo – camelho, também - também.

10) ERROS POR INVERSÃO DE LETRAS:
Palavras com letras em posição invertida no interior da sílaba, ou mesmo sílabas em posição distinta dentro da palavra, foram consideras como alterações decorrente de inversões de posição. Os erros ortográficos decorrentes de letras corresponderam com uma média muito distante da média características dos principais tipos de alterações que implicam no aspectos da escrita.
Como por exemplo: porão - poroã, Pedro – Predo, pobre – pober.

As mais freqüentes foram as inversões que dizem respeito a sílabas terminadas com a letra /r/. Existe uma tendência de mudar de posição dentro de sua sílaba original, bem como seu deslocamento para outra sílaba, resultando em grafias, como :
magrinha – magirnha, mordomo – modormo.

As crianças que cometem erros deste tipo não são capazes de identificar a presença dos sons que compõem as palavras, ou por outro lado não tem segurança dos sons que a compõem na posição exata que as letras representam a palavra de forma ortográfica, dentro se sua seqüência própria. A mesma explicação parece poder ser aplicada nos casos de alterações que envolvem a inversão de ditongos, como em porão – poroã. No entanto as crianças sejam capazes de identificar os sons das palavras e usarem as letras que as representem, contudo ordem dos sons determinadas a ordem das letras de forma alterada.

11) OUTROS ERROS:
Nesta categoria foram incluídas alterações observadas em uma outra criança em particular, pela sua forma restrita de escrever, isto é erro ou enganos não eram partilhados de uma forma mais freqüente ou geral como as categorias anteriores, como por exemplo ao grafar: sangue – jange, preciso – parcicho.

PAULO C. GOULART
CRFa. 1.107

Dicas para os alunos produzirem bons textos


Para que o educando produza bons textos, é necessário motivá-lo, deixando-o à vontade para que o faça de maneira espontânea. O educador deve valorizar toda a escrita produzida, levando a criança a discutir, mostrando seu ponto de vista.A produção de textos pode ser oral, escrita, utilizando recursos lúdicos como o teatro, os jogos e brincadeiras. Incentivar o educando não é uma tarefa fácil, mas utilizando recursos variados e adequados fica mais fácil de atingir os objetivos.

COMO MOTIVAR SEU ALUNO


☺ Relatos do dia-a-dia;

☺ Notícias da comunidade;

☺ Notícias de jornais e revistas

☺ Acontecimentos importantes;

☺ Gravuras;

☺ Textos principiados;

☺ Textos em rodinhas;

☺ Textos coletivos;

☺ Textos em dupla;

☺ Livros lidos;

☺ Revistas em quadrinhos;

☺ Debates;

☺ Cartas, bilhetes, avisos;

☺ Relatórios;

☺ Músicas;

☺ Poesias;

☺ Trabalho com sucatas, desenhos, pinturas, origamis, maquetes



PONTOS IMPORTANTES A OBSERVAR

☺ Dar sempre um título para o texto;

☺ Colocar o título no meio da linha;

☺ Deixar um espaço entre o título e o texto;

☺ Usar sempre o mesmo espaço dado ao 1º parágrafo;

☺ Travessões são colocados após o espaço do parágrafo;

☺ Evitar rasuras, borrões, manchas, etc;

☺ Cuidar da pontuação, bem como da divisão silábica no final da linha;

☺ Escrever o necessário, sendo objetivo, não escreva demais, nem de menos;

☺ Consultar o dicionário sempre. Ajuda no desenvolvimento do vocabulário.

O QUE AVALIAR NA PRODUÇÃO DE TEXTOS

☺ Título de acordo com o texto;

☺ Vocabulário variado;

☺ Expressões ou palavras interessantes e bem colocadas;

☺ Criatividade na estruturação das frases e emprego do vocabulário;

☺ Apresentação (limpeza, margem, disposição do texto, etc);

☺ Fechamento adequado, curioso ou interessante;

☺ Uma passagem engraçada, alegre, triste, poética;

☺ Novos contextos, situação diferenciada;

☺ Intertextualidade ( personagens de diversas histórias em um mesmo texto);

☺ Descrição de personagens e lugares;

☺ Caracterização de personagens ou de situações.

USO DO DICIONÁRIO

☺ Identificação, no texto, das palavras desconhecidas;

☺ Busca do significado pelo sentido do contexto;

☺ Memorização do alfabeto de A a Z e de Z a A;

☺ Localização da folha certa, por meio de identificação da palavra no alto da página;

☺ Identificar a 2ª, 3ª e 4ª letra na ordem alfabética;

☺ Localização da coluna provável. Observar a ordem alfabética das palavras;

☺ Utilizar o dedo indicador para encontrar a palavra;

☺ Escolha do significado mais adequado ao contexto em que a palavra foi empregada

ATIVIDADES DIVERSAS

☺ Falar o alfabeto de A a Z e de Z a A;

☺ Partir de uma letra e ir até o Z;

☺ Voltar de outra letra até o A;

☺ Dizer as vizinhas de determinada letra;

☺ Listar palavras em ordem alfabética;

☺ Observar a seqüência alfabética das palavras que começam com a mesma letra, analisando a 1ª, 2ª, 3ª, ... letras

ANDREIA FERRÃO -PEDAGOGA-SANTA CATARINA

sábado, 17 de maio de 2008

MATEMATICA


NIVEL SILÁBICO


Desafios a vencer:
* Como conciliar a hipótese silábica com a quantidade mínima de letras nas palavras monossílabicas, para quem só admite que está escrito com pelo menos três letras?
*Os alunos acrescentando letras como meio de transformar essa escrita em "verdadeiras".
*Alguns alunos fazem segmentação diferente no escrever palavras isoladas e frases.
*Na frase para cada palavra corresponde uma letra.Atividades para crianças do nível silábico:
*Letra-palavra-texto*Reconhecimento das formas e dos sons das letras isoladas
*Atividades de junjunção das letras para formar palavras
*Jogo com regras e/ou competições alternadas
*Atividades individuais
*Listas de verificação com palavras novas.
*Listas de palavras escolhidas do contexto vividos recentemente pelas crianças
*Ditado para o professor: O aluno dita uma palavra, o professor escreve na losa e o aluno transcreve no caderno.
*Listas de palavras guias. Com grafias que se equivalem.Ex: bolobolabulebelo
*A análise do número de sílabas é feita oralmente. Trabalha-se muito o som dos pedaços, para se chegar ao som das letras.
Trabalhando as letras:
*Usar alfabetos de tamanhos e materiais diferentes
*Baralho com letras
*Conjunto de nomes com letras iniciais. Usando a ordem alfabética.
*Bingo de iniciais de palavras
Postado por Pro Lucinete

quarta-feira, 14 de maio de 2008

DISORTOGRAFIA

As propostas e métodos de alfabetização têm como proposto que a criança começa realmente a aprender alguma coisa sobre a escrita baseada na oralidade que correlaciona sons e letras.

O domínio da escrita correta parece ser o ponto central da alfabetização. Sons devem ser associado a símbolo gráficos e o modo de pronúncia correta é referência para a escrita das palavras.

A escola não consegue conceber o erro como algo inerente ao processo de aprendizagem. Este é um problema muito sério que tem sido abordado sistematicamente que procuram dar uma interpretação as alterações ou dificuldades ortográficas.

O erro, por sua vez, pode ser interpretado como indício de dificuldades centradas na própria criança que por algum motivo em geral pode ser considerado como patológico, por não associar ou fixar adequadamente a forma de escrever que lhe é apresentada.

Muitas patologias podem estar sendo artificialmente criadas a partir da visão de erro, quando:
Þ Estimula a fala errada.
Þ Precisa de duas ou mais respostas como reforço, ou seja parece que não escutou.
Þ História de otite de repetição.
Þ Presença da via aérea com obstrução...

Em geral os distúrbios, tendem a ser interpretados como alterações do processo perceptivo visual, quando envolvem as chamadas “ trocas pedagógicas” (s, ss, ç, j, g, ch, x) ou como falhas do processo perceptivo auditivo, quando dizem respeito às chamadas “trocas auditivas” (f, v, p, b, t, d, k, g).
A escrita pode ser vista como uma representação simbólica, correspondendo à aquisição de uma nova língua dada a complexidade de tal sistema de representação que ocorre como um processo de apropriação gradual pela criança. Isto quer dizer que constróem conhecimentos e transformam a língua escrita em um objeto de conhecimento. Assim entendemos o erro como um forma de apropriação.

As relações entre escrita e oralidade podem ser discutidas de um ponto de vista da oralidade para escrita ou vice-versa, que nos revelam como a oralidade sendo a primeira língua (fala – 1). Portanto em suas fases iniciais a escrita sofre grande influência da oralidade. Porém na medida em que a escrita vai se tornando mais independente da oralidade e adquirindo as características formais que a definem como modelo da língua padrão “escrita nível 2” pode produzir transformações na própria oralidade que assim atingira outro nível “fala 2” que também pode ocorrer no processo inverso.

Na medida em que fatos dessa natureza começam a ser considerados, o erro, até então tido como algo que indicava problemas de aprendizado por parte da criança, pode ser visto como algo inerente ao processo de transformação de um sistema oral para um sistema escrito de linguagem

No entanto também temos observados que certos tipos de erros podem ser acentuados ou mesmo induzidos por métodos de alfabetização. Essa tendência tem permitido considerar como compreensível, por exemplo, uma criança comete um “engano” quando lida com letras como r, c, ou g – porque podem ter mais de um som, também quando decide a forma de representar um som que pode ser escrito por várias letras como o s.

Além do mais a escrita apresenta várias propriedades lingüísticas espaciais e temporais, que caracterizam sua natureza alfabética, como:
Ø Variações no modo de pronunciar as palavras e a maneira de escreve-las.
Ø A relação entre letras e sons, um som pode representar uma letras, mas uma letra pode representar vários sons.
Ø A correlação gráfica entre letras e sons, cada palavra escreve com um certo número de letras, que nem sempre corresponde ao número de fonemas que a compõem.
Ø A posição de cada letra no espaço gráfico e a direção da escrita é organizada na relação espacial e temporal entre si, sucedendo uma organização no sentido esquerda para direita horizontalmente e compondo-se de cima para baixo.
Ø A seqüencialização que define pela ocorrência de pausas, separações, sinais gráficos que caracterizam a escrita.

Atualmente consideramos que os erros ortográficos produzidos pelas crianças, revelam uma forma não convencional da escrita, e que seja correspondente ao processo de construção de conhecimentos e apropriação da escrita.

Não devemos confundir a convenção com simples regras de ortografia que determinam o certo e o errado. A convenção deve ser entendida como resultado de um trabalho conjunto.

A questão da aprendizagem da escrita não se reduza ao domínio ortográfico, sabemos da importância que existe na compreensão ou na apreensão deste aspecto ligado a natureza alfabética da língua e que deve ser melhor entendido e pesquisado para compreender melhor o processo da aprendizagem para melhor definirmos os termos de normalidade ou patológicos no desenvolvimento da escrita e não super valorizamos a questão das notas para poder passar de ano.

PAULO C. GOULART
CRFa. 1.107
Icaraí – NITERÓI
E. Mail. paulocesarfono@aol.com

O que é Ortoptia e o que ela tem haver com a aprendizagem?


A Ortóptica é a área de saúde que trata dos distúrbios da visão identificando, qualificando e quantificando as anomalias da visão e da mortilidade ocular como estrabismos, distúrbios de leitura que causam sintomas como cansaço visual, embaçamento, embaralhamento, ardor, lacrimejamento, visão dupla, fotofobia, enjôos, dores de cabeça alterações sensoriais como estereopsia (redução da visão de profundidade) e ambliopsia (baixa da acuidade visual de um ou ambos os olhos).
Todos estes sintomas levam o aluno a um baixo rendimento escolar por não conseguir acompanhar o ritmo de estudo. Por sentirem um grande cansaço visual, são muitas vezes taxados de preguiçosos.
Ao perceber alguns destes sintomas os professores devem comunicar aos pais e solicitar primeiramente uma consulta ao oftalmologista. Caso o oftalmologista perceba a baixa visão em um ou nos dois olhos e sintomas ligados ao esforço visual que não desaparecem mesmo usando óculos ou lentes de contato, ele deverá solicitar a realização do exame ortóptico ou exame de motilidade ocular.
O ortoptista irá trabalhar com a reabilitação das disfunções das movimentações dos olhos muitas vezes causados por constante esforço visual, estrabismos e da baixa de visão como miopia, astigmatismo, hipermetropia.
O ortoptista é geralmente encontrado nas clínicas de oftalmologia ou hospitais de olhos.
A criança a partir de dois anos já deve ser encaminhada para consulta preventiva pois muitos problemas visuais só são notados na idade escolar, existindo assim a possibilidade de uma correção mais precoce.
Maiores informações:
http://www.ortopticaonline.hpg.ig.com.br/saude/97/index_pri_1.html

domingo, 11 de maio de 2008

DISLEXIA

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. E não pára por aí, os mesmos sintomas podem indicar outras situações, como lesões, síndromes e etc.Então, como diagnosticar a dislexia?Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve se procurar ajuda especializada.Uma equipe multidisciplinar, formada por Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR e de EXCLUSÃO.Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).Neste processo ainda é muito importante:Tomar o parecer da escola, dos pais e levantar o histórico familiar e de evolução do paciente.Essa avaliação não só identifica as causas das dificuldades apresentadas, assim como permite um encaminhamento adequado a cada caso, por meio de um relatório por escrito.Sendo diagnosticada a dislexia, o encaminhamento orienta o acompanhamento consoante às particularidades de cada caso, o que permite que este seja mais eficaz e mais proveitoso, pois o profissional que assumir o caso não precisará de um tempo, para identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.Conhecendo as causas das dificuldades, o potencial e as individualidades do indivíduo, o profissional pode utilizar a linha que achar mais conveniente.Os resultados irão aparecer de forma consistente e progressiva. Ao contrário do que muitos pensam, o disléxico sempre contorna suas dificuldades, encontrando seu caminho. Ele responde bem a situações que possam ser associadas a vivências concretas e aos múltiplos sentidos. O disléxico também tem sua própria lógica, sendo muito importante o bom entrosamento entre profissional e paciente.Outro passo importante a ser dado é definir um programa em etapas e somente passar para a seguinte após confirmar que a anterior foi devidamente absorvida, sempre retomando as etapas anteriores. Ë o que chamamos de sistema MULTISSENSORIAL e CUMULATIVO.Também é de extrema importância haver uma boa troca de informações, experiências e até sintonia dos procedimentos executados, entre profissional, escola e família.

http://www.dislexia.org.br/

IMPEDINDO A APRENDIZAGEM DA LEITURA


Regras que professores e pais NÃO deviam seguir:

1 – Esperar um domínio precoce das regras de leitura.

2 – Garantir que as regras de fonologia sejam aprendidas e usadas.

3- Ensinar letras e palavras uma de cada vez, tendo a certeza de que uma foi aprendida antes de passar para a seguinte.

4 – Fazer a leitura perfeita de cada palavra o seu objetivo principal.

5- Não estimular a advinhação; insistir para que as crianças leiam cuidadosamente.

6-Insistir na precisão o tempo todo.

7- Corrijirmos erros imediatamente.

8- Identificar e tratar os leitores problemáticos o mais cedo possível.

9- Usar cada oportunidade durante o ensino de leitura para melhorar a ortografia e a expressão escrita e insistir também para que falem a língua da maneira mais correta possível.

Com Carinho, Tatiana

domingo, 4 de maio de 2008

Brincar é coisa séria

Brincar é mais do que uma atividade sem conseqüência para a criança. Brincando, ela não apenas de diverte, mas recria e interpreta o mundo em que vive, se relaciona com este mundo. Brincando, a criança aprende. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil. Para auxiliar no trabalho do professor, relacionamos a seguir artigos e entrevistas sobre o tema, além de uma série de sites que apresentam um precioso inventário de jogos e brincadeiras tradicionais do Brasil.

brincadeiras

Rede de brincadeiras regionais do Brasil

Apresenta uma série de curiosidades que dizem respeito à origem de alguns jogos e brincadeiras nas diferentes regiões do país. Disponibiliza para download arquivo com o desenvolvimento de várias brincadeiras por região.http://www.escolaoficinaludica.com.br/brincadeiras/index.htm

Jogos infantis: brinquedos do folclore brasileiroElenca jogos tradicionais, como bola de gude, queimada, cabra cega e outros. Também procura relacionar as contribuições das três etnias - portugueses, africanos e indígena nas brincadeiras e jogos infantis no Brasil http://www.terrabrasileira.net/folclore/manifesto/jogos.htmlLaboratório de Brinquedos e Materiais PedagógicosApresenta um inventário de jogos e brincadeiras tradicionais do acervo bibliográfico do Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos - LABRIMP, da USP. Elenca jogos de bola, de locomoção, contos e fábulas, cantigas, jogos verbais, jogos de observação, brincadeiras com partes do corpo, jogos para tirar a sorte, etc.http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/labrimp1.htm


Jogos cooperativos
Entendendo os jogosTextos da Revista Jogos Cooperativos nos quais são apresentados diversos pontos de vista e teorias ligadas aos Jogos Cooperativos e à Pedagogia da Cooperação.


Exemplos de jogos cooperativosSeção da Revista Jogos Cooperativos que disponibiliza alguns exemplos de jogos.http://www.jogoscooperativos.com.br/jogos.htm

PROGRAMAS

Letra e Vida
http://cenp.edunet.sp.gov.br/letravida/Informações sobre o Programa de Formação de Professores Alfabetizadores, curso destinado a professores que ensinam a ler e escrever no Ensino Fundamental, envolvendo crianças, jovens ou adultos .
Programa de Alfabetização Solidária
http://www.alfabetizacao.org.br/pt/default.aspPublicações do site do Programa de Alfabetização Solidária. Estão disponíveis para leitura e download os seguintes textos: relatório de quatro anos de atividades do programa; boletins Alfabetização Solidária; Avaliando; entre outros.
Hora da Leitura http://cenp.edunet.sp.gov.br/Hora_da_leitura_novo/introducao.aspxPrograma de Enriquecimento Curricular da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo que institui 1 aula semanal de 50 minutos destinada ao Ensino Fundamental - Ciclo II e 2 aulas semanais nas Escolas de Tempo Integral
Programa Ler e Escrever http://educacao.prefeitura.sp.gov.br/WebModuleSme/itemMenuPaginaConteudoUsuarioAction.do?service=PaginaItemMenuConteudoDelegate&actionType=mostrarSitePaginaAvulsa&idPaginaItemMenuConteudo=4273&idPaginaAvulsaPaginaAcessada=81Programa destinado ao Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino da cidade de São Paulo, que tem como propósito desenvolver projetos voltados para a melhoria dos resultados do processo de alfabetização.

TODOS COM DOWNLOADS DE ARQUIVOS

Alfabetização: teoria e prática


O que é construtivismo? Quem são Emília Ferrero e Ana Teberosky? Que contribuições têm essas autoras a dar com relação à alfabetização?Este texto de Marília Duran é uma contribuição para o entendimento das noções e termos usados dentro do referencial construtivista.
Clique aqui para ler o texto na íntegra. Para isso você precisa ter o programa Acrobat Reader. Para instalá-lo, clique aqui.
"O construtivismo não é um método para a prática pedagógica. No entanto, o construtivismo contribui para o entendimento da forma como ocorre o aprendizado, e, nesse sentido, influencia na definição dos objetivos da educação formal e na formulação da intervenção pedagógica."
"Ao introduzirem uma linha de investigação evolutiva no campo da escrita, FERREIRO e TEBEROSKY trazem a possibilidade de melhor se entender a questão específica da escrita, até então ausente daspesquisas feitas pela Linguística, pela Psicologia, pela Pedagogia."
"FERREIRO oferece-nos um instrumental de possibilidades de ver a criança no seu processo de aquisição da escrita, de verificar o que ela sabe e o que ela não sabe, porque é no que ela ainda não sabe, no que ela pode e tem condições de fazer com ajuda, com interferência do adulto, que o professor vai atuar. Nesse sentido, a descrição evolutiva ultrapassa o nível do diagnóstico e da avaliação inicial e contribui efetivamente para informar o desenho de situações deensino/aprendizagem."
"Muitas vezes a criança pergunta: "Está certo?". E o professor responde: "Está.". O que a criança procura ao fazer suas perguntas? O que ela está querendo de nós, professores? Ela está querendocompartilhar a sua escrita, o que significa também o reconhecimento de uma imposição social da forma ortográfica. A escrita tem um valor social exatamente porque pode ser compartilhada. Portanto, escrever, por exemplo, pato com apenas a e o não é algo que possa ser compartilhado...""...a aprendizagem da leitura e da escrita não se dá espontaneamente; ao contrário, exige uma ação deliberada do professor e, portanto, uma qualificação de quem ensina. Exige planejamento e decisões a respeito do tipo, freqüência, diversidade, seqüência das atividades de aprendizagem. Mas essas decisões são tomadas em função do que se considera como papel do aluno e do professor nesse processo; por exemplo, as experiências que a criança teve ou não em relação à leitura e à escrita. Incluem, também, os critérios que definem o estar alfabetizado no contexto de uma cultura."
Marília Claret Geres Duran

Uma sugestão de plano de aula.-Ed Infantil


Este é voltado para a Educ. Infantil. Embasado na busca por uma rotina de atividades diversificadas, este plano caracterizasse pela sua simplicidade e praticidade, apresentando uma organização e uma visualização que facilitam o processo de elaboração.
Pode ser modificado de acordo com as necessidades e possibilidades de ação levantadas por cada professor.
Plano de Aula – Educação Infantil
Professora ____________________________

Grupo _____________________ Turma ____________

Turno _________Unidade ____________________

Período Semanal _________________
Dia, Data
Acolhimento - (Descrição da rotina de chegada. Neste momento, enquanto a professora recebe as crianças que estão chegando e organiza material, como mochila e lancheira, os alunos podem está envolvidos em atividades diversificadas – uma para cada dia da semana, como: picote, fazer bolinhas de papel, colagem, desenho, pintura, massinha, lego, leitura de revistinhas e livros de história, etc., todas previamente preparadas.)
Rodinha - (A roda é essencial ao trabalho educativo com estas séries. Neste momento, professor e alunos interagem, fazendo oração, cantando, contando histórias e conversando sobre o assunto do dia.)
Atividade I – (Descrição de atividade correspondente ao assunto trabalhado)
Lanche e recreação – (É importante diversificar a rotina de lanche, promovendo lanche coletivo, piquenique, etc. A recreação pode ser livre, com a atenção do professor e monitor e dirigida, com jogos e atividades pré-elaborados e descritos neste espaço.)
Momento da Calmaria – (Neste momento, o professor pode realizar diversas atividades, como relaxamento ao som de músicas tranqüilas, através de movimentos ou simplesmente deitados; audição de história, etc.)
Atividade II – (Descrição de atividades de desenvolvimento psico-motor, sejam elas de escrita, colagem, recorte, ou movimento; abordando diversos temas de diversas áreas do conhecimento)
Despedida- (música, troca de carinho e gentilezas, recadinhos, etc. – É importante que a professora e/ou a monitora arrumem e perfumem as crianças, aproveitando este momento para uma conversa carinhosa a respeito da higiene pessoal e da alegria que este momento envolve.)
Atividades do dia - (descrição das tarefas do dia para casa e classe, indicando pág. do livro, quanto for o caso.)
Observações - (Considerações avaliativas após a concretização da aula, sobre a validade e os efeitos da aula desenvolvida, bem como sobre o comportamento de cada aluno.)
Postado por Naurelita Maia

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Frases que nunca devem ser ditas às Crianças!


Atenção pais, cuidado com o que sai da sua boca!

Muitas vezes, quando os pais vão dar uma bronca nos filhos, não prestam atenção nas palavras. Assim acabam usando expressões contundentes e como conseqüência criam traumas nas crianças.Baseado em entrevistas com pais e especialistas, o professor e psicólogo americano Charles Schaefer, da Dickinson University, elaborou uma lista de frases que não devem jamais ser ditas às crianças.
"Você é um mau menino".
"Sacrifico minha vida pessoal para cuidar do meu filho, espero que ele reconheça isto".
"Eu prefiriria que você não tivesse nascido".
"Você nunca vai ser nada na vida".
"Seu pai(sua mãe) e eu estamos nos separando por sua causa".
"Quando eu era da sua idade, voltava da escola e pé e ainda ajudava minha mãe a cuidar da casa."
"Por quê você não é como seu irmão?".
"Você está agindo como um bebê. Devia sentir vergonha disso".
"Se fizer isso de novo, vou chamar a polícia e mandar lhe prender".
"Faço tudo por você e não recebo nada em troca".
"Eu não acredito que esteja com medo desse cachorrinho tão manso

SE TODAS AS COISAS FOSSE MÃE...

S e a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas.O céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos.O mar seria um jardim e os barcos seus carrinhos.
Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas.Conversaria com a lua sobre as crianças estrelasFalaria de receitas, pastéis de vento, quindins.Emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins !!!!
Se a terra fosse mãe, seria a mãe das sementes.Pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria.Toda mãe é um pouco fada...Nossa mãe fada seria.
Se a bruxa fosse mãe, seria uma mãe gozada;Seria a mãe das vassouras, da família vassourada.
Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida, Faria chá e remédio para as doenças da vida.
Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras, Sentariam comportadas, teriam boas maneiras.
Cada mãe é diferente. Mãe verdadeira ou postiça, Mãe vovó ou mãe titia, Maria, Filó, Francisca, Gertrudes, Malvina, Alice.
Toda Mãe é como eu disse!
Dona Mamãe ralha e beija, erra, acerta, arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora,Ri, esquece, lembra e chora,Traz remédio e sobremesa......
Tem até pai que é "tipo mãe"...
Esse, então, é uma beleza !!!!!
Sylvia Orthof editora Nova Fronteira

Dica: você pode fazer um livro , cada página a criança irá desenhar um tipo de mãe,mãe lua, mãe chaleira